Poesia é um jogo de palavras
Um jogo de sentimentos
É trecho de sentimentos palavreado.
"Não quero mais saber do lirismo que não é libertação." Manuel Bandeira
15 de março de 2010
10 de março de 2010
Quem mexeu no meu poema? (Invasão)
É inaceitável você me invadir assim.
Essas palavras deviam ter sido escritas por mim.
Quem mexeu aqui dentro pra você?
(Para aquelas palavras que não fui eu quem escreveu. Para aquelas pessoas que as escreveram no meu lugar.)
Essas palavras deviam ter sido escritas por mim.
Quem mexeu aqui dentro pra você?
(Para aquelas palavras que não fui eu quem escreveu. Para aquelas pessoas que as escreveram no meu lugar.)
8 de março de 2010
Teatro Mágico

Deslumbrada. Acho que essa é a palavra. Estou deslumbrada.
Hoje gostaria de não dormir, para não correr o risco de tudo ficar só na memória, tão pouco confiável e tão fantasiosa. São raras as vezes em que me sinto assim.
Tenho a mania de ir a apresentações musicais sabendo (ou pelo menos querendo saber) tudo do artista em questão. Dessa vez foi diferente. Pela simples distração de não estudar o repertório alheio a tempo, não conhecia muito. E me deslumbrei. Uma das coisas mais perfeitas que já vi, encantador, cativante, saboroso.
Assisti tudo com olhos de turista, sem vício. Pela primeira vez não esperei ansiosamente pela próxima música para ver se era alguma que eu conhecia ou que mais gostava. Coincidentemente, pela primeira vez minhas costas não protestaram pelas seguidas horas em pé. Dessa vez,minha garganta também não protestou contra os gritos que ela mesma produzia. Sem vício, me deslumbrei. Talvez pelo encanto do que é novo. Não interessa.
Hoje eu gostaria de não dormir. Gostaria de saborear esse dia, sem pausa. O teatro para mim sempre foi mágico mas a magia nunca foi assim tão tangível. Visível. Agora, eles são eternamente responsáveis por mim, só enquanto eu respirar.
(Hoje= 6/3/10. Não consegui não dormir.)
4 de março de 2010
3 de março de 2010
Entrelivros (6)
"E mais, seu amor ao animal é um amor espontâneo, não é forçado por ninguém. (...) O amor entre o homem e o cão é idílico. É um amor sem conflitos, sem cenas dramáticas, sem evolução. Em torno de Tereza e de Tomas, Karenin traça o círculo de sua vida, baseada na repetição, esperando deles a mesma coisa.
Se Karenin fosse um ser humano e não um animal, certamente já teria dito a Tereza, há muito tempo: "Escuta, não acho graça de todos os dias ter que levar um croissant na boca. Não poderia descobrir uma brincadeira diferente?" Essa frase contém toda a condenação do homem. O tempo humano não gira em círculos, mas avança em linha reta. Por isso o homem não pode ser feliz, pois a felicidade é o desejo da repetição."
(A insustentável leveza do ser, again!)
Se Karenin fosse um ser humano e não um animal, certamente já teria dito a Tereza, há muito tempo: "Escuta, não acho graça de todos os dias ter que levar um croissant na boca. Não poderia descobrir uma brincadeira diferente?" Essa frase contém toda a condenação do homem. O tempo humano não gira em círculos, mas avança em linha reta. Por isso o homem não pode ser feliz, pois a felicidade é o desejo da repetição."
(A insustentável leveza do ser, again!)
Entrelivros (5)
"O romance não é uma confissão do autor, mas uma exploração do que é a vida humana, na armadilha em que se transformou o mundo."
(A insustentável Leveza do Ser)
(A insustentável Leveza do Ser)
Entrelivros (4)
"Ela (a vida humana) é composta como uma partitura musical. O ser humano, guiado pelo sentido da beleza, transpõe o acontecimento fortuito (uma música de Beethoven, a morte numa estação) para fazer disso um tema que, em seguida, fará parte da partitura da sua vida. Voltará ao tema, repetindo-o, modificando-o, desenvolvendo-o e transpondo-o, como faz um compositor com os temas de sua sonata. (...) O homem inconscientemente compõe sua vida segundo as leis da beleza mesmo nos instantes do mais profundo desespero.
O romance não pode, portanto, ser censurado por seu fascínio pelos encontros misteriosos dos acasos (...) mas podemos com razão, censurar o homem por ser cego a esses acasos na vida quotidiana, privando assim a vida da sua dimensão de beleza."
(A Insustentável Leveza do Ser)
O romance não pode, portanto, ser censurado por seu fascínio pelos encontros misteriosos dos acasos (...) mas podemos com razão, censurar o homem por ser cego a esses acasos na vida quotidiana, privando assim a vida da sua dimensão de beleza."
(A Insustentável Leveza do Ser)
Entrelivros (3)
"Não existe meio de verificar qual é a boa decisão, pois não existe termo de comparação. Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação. Como se um ator entrasse em cena sem nunca ter ensaiado. Mas o que pode valer a vida se o primeiro ensaio da vida é a própria vida? É isso que faz com que a vida pareça sempre um esboço. (...) Tomas repete para si mesmo o provérbio alemão: einmal ist keinmal, uma vez não conta, uma vez é nunca. Não poder viver senão uma vida é como não viver nunca."
(Novamente, Milan Kundera, A insustentável Leveza do Ser.)
(Novamente, Milan Kundera, A insustentável Leveza do Ser.)
Assinar:
Postagens (Atom)