Por algum motivo sou assim,
reclusa em mim
E por algum motivo não consigo forçar que saia o que não quer sair
por mais que eu tente retirar
e por mais que eu saiba que eu preciso
Sou muito eu
e isso que faço faço pra mim
Necessidade não egoística
E há quem goste
por estar em mim
Até mais do que eu
Não, não mais do que eu.
Existe algo em mim que é natural
Tão natural que não há quem controle
Sequer eu
Mesmo sabendo que eu nunca tive a ilusão de ter algum controle
Não sobre mim
Tanto eu
sou
Tanto mim
Preciso olhar de fora pra entender o que há de dentro
Minimamente
duas imagens valem tanto quanto 117 palavras, minimamente analisando.
ResponderExcluirO papel do poeta é fazer com que a palavra crie a imagem. Intencional ou não, o texto revela, traz à luz. Até a forma do poema revela. Seus braços estão abertos recorrentemente, desnudando o seu íntimo, revelando um lado de sombra e outro de luz. Percebe-se, minimamente.
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